Bonecos de cera

urso

O ar abafado, o fardo, clima descontrolado por aqueles que julgam ter o controle, o calor do inverno, o vento frio da primavera, outono indeterminado, o sol.

Cidade fria em meio a um meio ambiente aquecido, o frio interno dos esquecidos, a massa de ar polar que vem do pólo dos corações.

Tudo, em contrataste com a temperatura do planeta que aumenta a guerra das camadas, do ozônio a sociedade, os esquimós daqui morrem nas mãos do verão severo, os de lá nas mãos do prematuro descongelamento, por fim todos morrerão pelas mãos de um destino previsível e provável.

E parece que todas as folhas de papel jogadas em vias públicas testemunham contra, que o lixo por nós produzido se rebelou contra seus criadores, a afronta, a torcida do contra se encontra em considerável vantagem. Estamos a margem. Rio de amarguras e arrependimento parcial, o ponto prático do apocalipse glacial, o ártico virou praia, e as praias virarão mares de sal.

Bonecos de cera. Isso, bonecos de cera sob o céu acinzentado do sudeste, bonecos diante dos raios mortais da maldade estabelecida, quarenta graus de puro ódio, rancor, vingança e orgias, quarenta graus de carnaval e uma vida vadia.

Mas enquanto os tambores aquecem o Anhembi e a Sapucaí, os bonecos se derretem nas camas de motel, nos botecos, nos crimes, nos acidentes, nos barracões, enfim, por ai…

.De Almeida .Guilherme .will rimOlogia

3 Respostas para “Bonecos de cera

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