Errante Compulsivo

Meu risonho olhar vagante

Entristece-me a pálida face,

As sementes infrutíferas

Enfim, sucumbem em solo hostil.

Fadigaram-me as andanças

Errante, em densas trevas,

Distanciei-me das veredas…

Jazi na relva.

Compulsivamente errei,

Fazem-se justos meus flagelos

Morte ao insensato errante

Morte ao príncipe fajuto

Derribem seus muros e castelos.

Afrontei a vida,

Fiz-me vergonha e impudor

Fiz-me a dor e despedida

Fiz-me louco, traidor…

Senti-me outro, degenerado,

Mal reconheci minha face em mim,

Senti-me outro, desgraçado,

Graças tenhas Deus por mim.

Perdi as vezes que errei

Mas sei que por vezes insisti

E se erro mesmo, a saber,

Já não mais há perdão…

Morri.

Velho Marujo
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6 Respostas para “Errante Compulsivo

  1. A que devo tua visita caro amigo!

    Quanto tempo, imagino que estavas confinado nos deveres do dia dia. Entendo! Estive assim, talves ainda permança rsrsrs

    Volte sempre,e volte a escrever… Lembre-se outros tantos necessitam lêr o que tu escreves.

    Jah Bless

  2. Olá meu amigo…
    Há sempre perdão, o erro é inerente ao homem, a perfeição ainda está muito distante de nós. Precisamos aprender com os erros, crescer…

    Um ótimo divagar poético. Parabéns!

    Bj. Marli

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