A Última Carta

 

Pela derradeira vez meu sangue

Assinará os velhos papéis amarelos,

Assim que está tiver seu desfecho

Darei as traças às folhas borradas de lágrimas.

Prometo escrevê-la apenas por está vez

E queimarei as obras que tu me inspiraste,

Aquieta-te, pois teu nome não virá à luz,

Nas trevas da minha memória, ali pousará em paz.

Apenas peço, aquieta-te,

E por está última vez desfrute meus versos

Já que ao desfazer desta tarde não mais irá Lê-los.

Beberei o vinho que guardara para as núpcias

E me embriagarei de lembranças e bons momentos.

Prometo que tua boca

Não mais, nunca mais,

Tocará meus lábios

E teu corpo jamais voltará

A sentir o prazer

De estar junto ao meu.

Aquieta-te

E pense que poderia ter sido diferente

Mas, entre a gente,

Fica apenas a expectativa de um depois…

VelhoMarujo

7 Respostas para “A Última Carta

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