Devaneio

Não darei aos porcos as migalhas da minha vergonha, antes limparei a mesa, sacudirei a tolha e varrerei o chão, a tal ponto de que vestígios sejam meras lembranças, de que provas, sejam arquivadas no mar do esquecimento, que o sangue sacrificado me condicione a uma nova situação de honra, de dupla honra.

Meu corpo por deveras sente o peso do pecado, é como se a minha pele quisesse fugir de mim, como se meu espírito tentasse se apartar da alma, tamanha é a insolidez dos meus caminhos, mas por está afirmo, por tais trilhos não mais me obrigarei a passar.

Cristo viveu, vive e viverá em mim, o meu erro era continuar vivo. Ele sempre esteve dentro, mas fora continuara a matá-lo, nos botecos, nos prostíbulos, no barro… Meus pés demasiadamente pisaram o barro do inferno, sujei meus sapatos na lama, brinquei de roda na festa dos malditos hospedeiros, devaneei como devaneou Davi, mas hoje, eis me aqui. A lhe pedir perdão!

VelhoMarujo
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6 Respostas para “Devaneio

    • Larissa,

      Digo que nas pequenas palavras se escondem as maiores provas de emoção.

      Sinto-me grato por tua visita e peço-lhe que volte sempre que desejar ler estas cartas!

      Seja bem-vinda a meu humilde navio!

      .SOLI DEO GLORIA

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